terça-feira, 1 de setembro de 2009

Migrei o conteúdo deste blog para: http://karinaaraujo.wordpress.com/
Até acho esse mais bonitinho, mas o outro é melhor!
beijos

domingo, 30 de agosto de 2009

Workshop Bandbahia

A convite da jornalista Zuleica Andrade, diretora de jornalismo da Bandbahia, ontem tive a honra de falar sobre videorreportagem em um workshop organizado por ela para a equipe da redação – produtores, repórteres e editores. Estavam presentes as editoras-chefes Ludmila Bertié e Luana Francischini , os produtores/pauteiros Carolina Melo, Márcio Magalhães, Lucas Mascarenhas, os estagiários de produção Victor Bugalho e Renata Alves, as editoras de texto Renata Maia (também apresentadora do Band Cidade) e Daniella Cristina e os repórteres Carolina Rosa, Vinícius Cunha, Arnaldo Ferreira, Simone Garcia e Juliana Guimarães, apresentadora do Jogo Aberto Bahia, a jornalista que na minha opinião mais entende de futebol em Salvador (meu irmão Daniel Araújo que é médico e torcedor do Bahia tb acha). Um time de primeira!

O workshop levou a experiente e encantadora jornalista Linda Bezerra, editora do jornal Correio da Bahia, para falar sobre produção/pauta. Mostrou ainda um video gravado pela jornalista Ticiana Vilasboas, cria da redação local que hoje divide a bancada do Jornal da Band com Ricardo Boechat. Na sua fala, Ticiana contou um pouco da sua trajetória - desde a TVE Bahia – e nos deu um exemplo de como conquistar objetivos com persistência. Mais uma vez, parabéns à Zuca e a toda equipe da Band!!! Nos últimos 45 dias estive tirando as férias de Ludmila e depois de Luana e agora me despeço da maratona. A sensação é de dever cumprido! Obrigada pela oportunidade e pela confiança! Gostei muito da experiência desafiadora! Beijos!!!

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Salve a redação!

Em uma sentada de três horas escrevi hoje, sem tirar os dedos do teclado, 16 páginas da dissertação...e por isso vou entregar dois, e não apenas um, capítulos a Itania no fim do mês. Felicíssima com os avanços. Me sentindo compensada pelos dias sem triscar no texto por causa do excesso de cansaço e de uma peste de uma gripe chata. Protegida por entidades divinas!!!!! Sigo o meu caminho de olho na videorreportagem, criando e contando minhas próprias versões.

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

videorreportagem, jornalismo, televisão e recepção televisiva

Vou reproduzir aqui uma frase da minha colega, a doutoranda Juliana Gutmann, que representa bem o trabalho que estamos fazendo no GPAT (aliás, precisamos de uma sigla). "O Grupo de Pesquisa em Análise de Telejornalismo, cujo esforço, atualmente, volta-se para o amadurecimento de uma metodologia dos cultural studies, em associação com os estudos de linguagem, que leve em conta aspectos históricos, sociais, ideológicos e culturais do telejornalismo e permita articular três elementos fundamentais para a análise de programas telejornalísticos: o jornalismo, a televisão e a recepção televisiva (GOMES, 2007, p.2)".

Até então eu não tinha ainda aqui no blog falado sobre a minha pesquisa. E esse texto resume o olhar que eu imprimo neste trabalho sobre a videorreportagem. Por hora é isso. Futuramente este será um dos meus temas de aula....

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Videorreportagem na história do telejornalismo

A videorreportagem nunca chegou a protagonizar um capítulo sequer na história do telejornalismo brasileiro e da própria televisão - cabe aqui ressaltar que estou falando da TV aberta. Quando passa a ser incorporada pela TV Gazeta em São Paulo, no programa TVMix (esse é o registro que se tem como marco inicial de sua incorporação na programação jornalística), os próprios videorrepórteres de então (Marcelo Guedes, Renata Falzone, Thomaz Cavalieri, entre outros) encabeçam um movimento pró-videorreportagem que ganha musculatura nos anos 90 e se mantém atuante ainda hoje.
O programa ficou no ar até 1990 e serviu de inspiração para outras emissoras.
Depois da TV Gazeta, a TV Cultura também em São Paulo lançou um projeto semelhante. Convocou estudantes de comunicação para inaugurar o núcleo de videorreportagem. O novo modo de compor reportagens televisivas foi aos poucos sendo incorporado aos telejornais da emissora – Jornal da Cultura e Diário Paulista – assim como aos programas de esporte e culturais – Hora do Esporte, Grandes Momentos do Esporte e Metrópolis.

No ano de 1998, o núcleo SP Digital, pertencente ao Canal 21 do Grupo Band em São Paulo contratou seis videorrepórteres. A experiência não chegou a durar um ano. Patrícia Thomaz, (2006, p. 92-94) observa que a videorreportagem se desenvolveu em empresas com poucos recursos tecnológicos como uma proposta de redução de custos para tornar a execução dos produtos audiovisuais economicamente mais viáveis. É possível que naquela época a videorreportagem não tenha se popularizado tanto nas TVs por causa do temor de demissões de profissionais nas emissoras, visto que uma pessoa poderia executar o trabalho de pelo menos três ou quatro (repórter, cinegrafista, produtor e editor).

Ainda que a videorreportagem não tenha experimentado um protagonismo, como coadjuvante, sua atuação não passa despercebida. Em 2001 o jornalista Luis Nachbin consegue emplacar no programa Globo Repórter, da Rede Globo, a videorreportagem “Transiberiana, a estrada de ferro mais longa do mundo". Desde então seu projeto solo alçou voos, não no sinal aberto, mas no Canal Futura.

Esse breve histórico me leva a uma questão que se mostra crucial para entender o funcionamnto de limites e pressões no funcionamento do telejornalismo como um gênero midiático e das suas estratégias comunicativas. Há uma cultura hegemonicamente tão forte na operacionalização de certos padrões normativos do telejornalismo mais clássico - formas textuais e audiovisuais - que interdita novas formações? Que padrões hegemonicos são esses e de que modo a videorreportagem nesse sentido se apresenta como uma resistência?

Fato é que a videorreportagem vai encontrando caminhos alternativos para permanecer presente. Nos canais fechados por assinatura e na web. O que isso significa na relação com uma cultura de fazer e assitir tv aberta, ou seja, com produção/consumo (audiência) e ainda com a reconfiguração dos valores deontológicos do jornalismo?

Vou encontrando possíveis respostas seguindo as pistas de Williams. Metodologicamente falando: entendendo a relação passado/presente, presente/presente e presente/futuro encarnada na história e na experiência cotidiana. É esta história que me tira o sono neste momento e que amo investigar e interpretar. Respostas em gestação...

quinta-feira, 30 de julho de 2009

videorreportagem, TV, WEB e novas mídias

Devem ter outras por aí...

...mas depois da já extinta R2 Digital - empresa encabeçada pelos videorrepórteres Paulo Castilho, Marcelo Guedes e Paulo França cuja proposta era criar videorreportagens para mídias digitais - a ideia continua dando bons frutos. Renato Falzoni e Thomaz Cavalieri, dois comunicólogos com bagagem também em videorreportagem, dirigem atualmente a 10e20 filmes, uma produtora cinematográfica digital especializada em documentários, docs-institucionais e videorreportagens, conteúdo produzido para TV, WEB, e novas mídias. O trabalho produzido pela dupla não chega a ser uma novidade na medida em que adota um padrão de linguagem que se tornou hegemônico em videorreportagens: embaralhar documentário e telejornalismo até mesmo quando o produto tem como finalidade a publicidade institucional. No entanto, como proposta audiovisual, essa mistura se revela como profícua estratégia comunicativa. Independente da plataforma, tem audiência! O resto eu falo depois....

quarta-feira, 15 de julho de 2009

O que é videorreportagem?

Durante todo o percurso da minha pesquisa, uma pergunta aparentemente elementar e de fácil resposta permanece inquietante. O que é videorreportagem?
Ao longo das últimas duas décadas no Brasil, o termo ganhou grande visibilidade dentro e fora do campo da comunicação para se referir a um modo de específico – solitário – de fazer reportagens. Ou seja, quando uma reportagem audiovisual é elaborada em todas as suas etapas, desde a captação de imagens e som, da definição e elaboração da pauta, apuração de informações, realização de entrevistas até a edição final, por apenas uma pessoa, um repórter (jornalista ou não jornalista), dispensando a presença de um corpo de profissionais.
No esforço de tentar entender o que é e como se constitui a videorreportagem, alguns autores, pesquisadores e jornalistas vêm buscando respostas através da imersão empírica, da descrição de suas especificidades técnicas e seus elementos estruturais. Boa parte dos discursos produzidos a respeito do tema traz leituras comparativas que ora aproxima ora distancia a videorreportagem do que se entende historicamente como prática de reportagem televisiva. Tanto do ponto de vista das rotinas profissionais quando do ponto de vista da linguagem, a videorreportagem despontou no universo televisivo brasileiro rompendo certos padrões e oferecendo novidades a um modelo hegemônico de construção e montagem de reportagens.
Minha abordagem propõe uma leitura analítica da videorreportagem que ultrapasse as fronteiras da mera descrição e de afirmações consensuais do campo como, por exemplo, linguagem experimental ou caráter autoral, sem, no entanto perder de vista essas referências constitutivas do discurso da videorreportagem.
A análise do modo de endereçamento dos programas que compõem o corpus analítico - Passagem Para, Aventuras com Renata Falzoni, Expresso da bola e De Cara - articulada aos conceitos de gênero e de estrutura de sentimento irá nos apontar, por exemplo, o que se configura como experimental e autoral na videorreportagem, que sentidos tais afirmações carregam hoje ou se ainda é possível falar em autoria e inovação quando se fala em videorreportagem. Sendo assim, não é nossa pretensão sugerir procedimentos normativos atualizados que possam definir o que é videorreportagem, mas obter algumas respostas a partir da perspectiva teórico-metodológica dos estudos culturais britânicos em associação com os estudos de linguagem, ou seja, a partir da compreensão da mesma enquanto fenômeno cultural em um determinado contexto.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

trabalhando dormindo trabalhando

Nessa fase tensão-pré-dissertação, os cultural studies têm invadido meu sono até nos cochilos fortuitos....

sábado, 11 de julho de 2009

Em tempo...

Com certa dose de atraso (10 dias) acabo de descobrir que o programa Passagem Para estreiou seu site (www.passagempara.org.br). De cara gostei da organização cronológica das tempodadas. Um adianto para a pesquisa. E vamos preservando nossa memória cultural! Parabéns a todos do projeto!!!

Passagem Para download

As videorreportagens do Nachbin estão disponíveis também no site mininova.org - download via Torrent. Delí!!!!!